O professor de música, ouvidos
treinados, foi atraído para as cercanias da cracolândia. Avistou um jovem,
cerca de vinte anos aproximadamente, modestamente vestido, executando
flutuações nos [Caprichos] de Paganini, com um velho violino. Seus quarenta
anos lecionando música como pianista, lhe deu a certeza de que as variações que
ouvia eram inéditas. Foram quinze minutos de pura magia, em meio ao caos dos
invisíveis. Não havia chapéu para receber por sua arte. Quando quis descer do
carro para cercar o jovem, este já havia desaparecido.
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