-Ela ri, ri do quê?
-Do que você está falando?
-Da hiena.
-Onde? ah essa do filme?
sei lá, ri, ri somente, precisa
de um motivo?
-Precisa, isso de rir à toa, é
coisa de demente.
-Mas o riso não é melhor
do que o choro?
-Preste atenção no riso,
é um riso de escárnio,
parece que sabe do sofrimento
da gente, que quer aguilhoar
bem fundo, sabe que não há
remédio, como um lacre sobre
nosso caixão, esse riso intermitente.
Quando a gente pensa que parou,
lá vem ela de novo, como uma
febre terçã.
-Ainda bem que é só um filme né?
imagina ela no teu quarto, assim já
te perturbou bastante.
-Venha até o meu quarto, além do
fantasma dela, que dorme comigo,
há o fio da agulha de uma vitrola
num long-play rindo embaixo da cama,
desliga, desliga
por favor.
-Do que você está falando?
-Da hiena.
-Onde? ah essa do filme?
sei lá, ri, ri somente, precisa
de um motivo?
-Precisa, isso de rir à toa, é
coisa de demente.
-Mas o riso não é melhor
do que o choro?
-Preste atenção no riso,
é um riso de escárnio,
parece que sabe do sofrimento
da gente, que quer aguilhoar
bem fundo, sabe que não há
remédio, como um lacre sobre
nosso caixão, esse riso intermitente.
Quando a gente pensa que parou,
lá vem ela de novo, como uma
febre terçã.
-Ainda bem que é só um filme né?
imagina ela no teu quarto, assim já
te perturbou bastante.
-Venha até o meu quarto, além do
fantasma dela, que dorme comigo,
há o fio da agulha de uma vitrola
num long-play rindo embaixo da cama,
desliga, desliga
por favor.
Elias Borges
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