Na volta de uma guerra por uma pátria estranha, (fora
recrutado à revelia, sem poder se esquivar por ali estar trabalhando), pasmou
os que pensavam estar ele morto. A noite enterrada nos olhos, e aquela
expressão indefinida de quem tudo, e nada viu. Veio com a morte dentro, isso
não podiam negar. O capote surrado com as medalhas, permitiam que vissem o peso
nos ombros. O único filho na impubescência, lia tristes poemas nos gestos do
pai. Viu em seus coturnos, que sofria de penínsulas, e passos flanando para
lugar nenhum. Que um dia fora recolhido no campo de batalha como destroço. E
agora, depois do banho, na pele do genitor, uma máquina de dor que o filho não
discernia ser analógica ou digital, tal e qual um robô que mensura grandezas
físicas, contínuas ou lineares latejando rudemente, o indivíduo se protegendo
da aniquilação... eis como sobrevivera.
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