sexta-feira, 14 de agosto de 2015

PASSEIO NOTURNO

(para Brayan)

Quando o sol se põe
lá no fim do mundo
e que escure estes fundos,
os grande se recolhem
em seus redutos.
Os pequeninos
continuam acordados,
vislumbram os raios
de lua, que banham
vidraças dos seus quartos.
Num repente de fé
alçam voo. Voam sobre
casas grandes, sobre
negras chaminés.
As mais misteriosas
rasgam à noite
em direção as florestas,
e sobre a relva, na úmida
campina, brincam de esconde
esconde, com cucas e sacis.
E antes que as trevas se
dissipem e as vidraças
reluzam com o vermelho
que desperta a aurora,
retornam aos seus leitos
macios, sem ligar para
a avançada hora.

Nenhum comentário:

Postar um comentário