sexta-feira, 14 de agosto de 2015

PARA SEMPRE

Volta e meia passava pela rua onde fora criado. Uma necessidade visceral o movia. Quarenta anos assim. Dessa vez ao perceber que a casa era só ruínas compreende. Continuava habitando cada peça, cada aposento. Mesmo nos escombros, dentro. Os pais ralhando com os irmãos mais novos para cessarem a correria, eles insistindo com a brincadeira de pique-pega 1, ignorando o almoço. Ele e os irmãos mais novos dividindo uma velha cama de casal num colchão de capim. O calor gostoso continuava invadindo seu peito. Agora aquela placa de venda, não titubeia, anota o telefone.

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