Os galhos riscando a vidraria,
os gatos num namoro enlouquecido
em cima do telhado.
À porta de meu quarto minha pobre vó
mandando eu apagar a luz
que há muito está queimada.
Pobre vozinha, as vezes quer se juntar
a mim debaixo da cama.
Mas sei que sua sombra está lacrada
atrás da porta, ainda querendo brincar de
esconde-esconde. Ela, o "pegue", contando
sem parar. Desisto e vou atrás dizendo
que só conte até cinquenta. Me esqueço
que só conhece a primeira dezena, e aí
repete, repete, com vergonha de ser
descoberta. Mas como vozinha? se um dia
eu ainda nas primeiras letras, te peguei me
contando Robinson Crusoé em quadrinhos
de cabeça para baixo?
os gatos num namoro enlouquecido
em cima do telhado.
À porta de meu quarto minha pobre vó
mandando eu apagar a luz
que há muito está queimada.
Pobre vozinha, as vezes quer se juntar
a mim debaixo da cama.
Mas sei que sua sombra está lacrada
atrás da porta, ainda querendo brincar de
esconde-esconde. Ela, o "pegue", contando
sem parar. Desisto e vou atrás dizendo
que só conte até cinquenta. Me esqueço
que só conhece a primeira dezena, e aí
repete, repete, com vergonha de ser
descoberta. Mas como vozinha? se um dia
eu ainda nas primeiras letras, te peguei me
contando Robinson Crusoé em quadrinhos
de cabeça para baixo?
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