sábado, 15 de agosto de 2015

UMA CANÇÃO PARA NATHAN

A inquietude da criatura
à época de uma sazão.
Céu em chamas acolhe turbilhão.
De emboscada à alvorada.
Gritaria de asas em bandos.
Longe o coaxar do sapo-ferreiro
anuncia precipitação.
Pegadas no beiço do rio
à um braço do mar.

Curiosa a criatura mergulha.
Carona de Aruanã apascenta
seus mitos. Emerge.
Caminheira de senda.
Su'alma pronta acolhe a tormenta,
vadia...sem destino.

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