O poeta corria da dor, todos os dias.
Duas milhas cheias de curva.
Era esse o tratamento
que os doutos lhe impuseram,
nunca desistir, correr sempre
para amainar a falta,
que lhe fazia um certo amor.
Duas milhas cheias de curva.
Era esse o tratamento
que os doutos lhe impuseram,
nunca desistir, correr sempre
para amainar a falta,
que lhe fazia um certo amor.
Um dia, muito cansado se
deitou.
Dormiu numa curva.
Um auto que desenfreado corria,
tinha no seu dono contrariamente fugir,
de quem tanto lhe importunava,
dizendo ser o seu amor.
Mas isto ele não reconhecia,
tão adversos na forma de sentir,
e encarar o referido amor.
Dormiu numa curva.
Um auto que desenfreado corria,
tinha no seu dono contrariamente fugir,
de quem tanto lhe importunava,
dizendo ser o seu amor.
Mas isto ele não reconhecia,
tão adversos na forma de sentir,
e encarar o referido amor.
Ah sortilégio, trama, maquinação.
O auto abalroa,
se espatifa na curva, por cima do poeta.
Seu dono ao lado dele,
olhos marejados tentando entender,
os contornos desse amor.
O auto abalroa,
se espatifa na curva, por cima do poeta.
Seu dono ao lado dele,
olhos marejados tentando entender,
os contornos desse amor.
Uma serpenteante saudade,
das caminhadas e corridas,
do poeta e do fugidor.
das caminhadas e corridas,
do poeta e do fugidor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário