sábado, 15 de agosto de 2015

TRISTE POEMETO DE HOSPITAL

Branco pálido.
Inanimados convidam
descorados.
Aquela que rasteja
nos corredores
ocultando seu mortífero
cutelo,
ronda dia e noite.
Entoando canções
para o sono,
impingindo silente martírio
às criaturas tísicas.
Aninhando obstinados
em seus braços
com sua imensa fome
carnívora.
Exalando odores,
iludindo...
com seu futuro

inexorável de cinzas.

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