A família contra o casamento, eles jovens apaixonados, sob o
comando dos hormônios. Encontram-se todo final de tarde. Ao descobrirem que o
pai vai mandá-la ao exterior na casa de parentes, decidem se matar. Na tarde
combinada se encontram, amam-se com fervor esquecendo-se de tudo. Mas o
revólver está ali, na frente de ambos. Ele pega a arma, examina o
tambor...carregado. Se olham, um último beijo. Não hesita, dispara contra a cabeça.
Ela pega o revólver, acaricia-o contra o peito como se fosse um objeto fálico.
As lágrimas lustram o sangue incrustado no cano. Deposita-o na mesa. Pensa:
viver é tão bom. E ademais, quem vai cuidar da criaturinha que trago no ventre?
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