sábado, 8 de agosto de 2015

A MORTA

Não retornou à sua casa. Escolheu uma abandonada. Seria uma longa noite. Tinha certeza de que seria a última. A doença se espalhara até onde os mistérios são indecifráveis. Deixaria um bilhete? Quantos se dispuseram a estar com ela nesses últimos meses? Quem sentiria sua morte tão prematura? Acendeu um cigarro. Ateou fogo na bolsa com seus parcos pertences. Recostou-se na parede fria da varanda. Um pio, numa laranjeira à poucos metros.

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