sábado, 8 de agosto de 2015

BALÉ DA MORTE

(Para Humberto Espíndola)
Num ritmo
lento,
gracioso,
o matador
dança.
Ri, provoca,
a capa
ginga no ar.
Na arena,
a fera escava
raiva.
O picador
entra em cena.
De seu cavalo
desfere golpes.
Bandarilheiros
sucedem-no,
agulhas
impiedosas.
A fera ferida,
o matador
acelera a dança.
A fera
se lança
à carga,
arremete
novamente,
de novo, investe
irada. Espuma na boca.
O matador finta,
a muleta controla.
Aplausos,
momento final,
imolar o rival.
Perfila-se,
aragem na face,
aço frio na mão.
Descuidada pausa,
a fera lança-o
nos ares.
Espera-lhe
a queda
nas afiadas
armas.
Preso
em seus cornos
bailam,
fera e matador.

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