É um louco
que nos raros
momentos de lucidez
toma nota em bordas de
papel, livros, jornais, revistas,
bulas de remédio, frases que quando
achadas, porque na maioria das vezes
se perdem, pouco dizem. E as falas em
sonhos, bêbadas de psicotrópicos, degringoladas
por um sono fabricado, que ao amanhecer são indecifráveis?
Quem se arrisca a subir nesses degraus com ele? Como viver
desses pequenos malogros que precisam ser decodificados, o motor
de suas frágeis pernas a sustentar um assombro abrasado pela febre
que o impulsiona sempre num êxtase sem fim? Assim a literatura, uma
volúpia que nos persegue mesmo quando a escada já não tem degrau.
que nos raros
momentos de lucidez
toma nota em bordas de
papel, livros, jornais, revistas,
bulas de remédio, frases que quando
achadas, porque na maioria das vezes
se perdem, pouco dizem. E as falas em
sonhos, bêbadas de psicotrópicos, degringoladas
por um sono fabricado, que ao amanhecer são indecifráveis?
Quem se arrisca a subir nesses degraus com ele? Como viver
desses pequenos malogros que precisam ser decodificados, o motor
de suas frágeis pernas a sustentar um assombro abrasado pela febre
que o impulsiona sempre num êxtase sem fim? Assim a literatura, uma
volúpia que nos persegue mesmo quando a escada já não tem degrau.
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