quinta-feira, 13 de agosto de 2015

LIÇÕES DO APANHADOR DE DESPERDÍCIOS

É caríssimo Ruben Figueiró de Oliveira, Manoel de Barros e o seu valor inestimável. Porque dava conotação incomum ao desimportante nos legou um ensinamento que passa despercebido àqueles que medem suas vidas atreladas a um indexador que tenta nos quantificar no "mercado existencial". Como se nossas vidas e os nossos feitos tivessem que ser medidos constantemente em detrimento dos feitos dos outros, que as vezes fazem a metade do que fazemos, e ainda assim ganham o dobro do que ganhamos. Nesse "mercado existencial" frequentemente vamos encontrar pessoas travando as mais cruéis batalhas. O resultado será sempre desastroso, pois ter que lidar com rancor, mágoa, inveja, ciúme, medo, ansiedade, nos faz perder a capacidade de contemplar o belo. Uma visão de ave de rapina predominando o tempo todo sobre todas as coisas. Isso Manoel de Barros descartou bem cedo em sua vida. Confessou que na primeira atuação como advogado vomitou sobre os papeis. Manoel de Barros ensinou que é possível quantificar o nosso valor desatrelado do valor de nosso salário, dos nossos feitos, de uma super inteligência. Mais vale amarmos e sermos amados pelo que fazemos, pelo que somos. Um legado inestimável do "Apanhador de Desperdícios."

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