quinta-feira, 13 de agosto de 2015
NO MUNDO DA LUA
As vezes me pego pensando se todos os bilhões de dólares gastos na investigação
do espaço em busca de respostas sobre nossas origens, não resultariam em algo
mais útil e prático, se fossem investidos na luta contra a fome, o
analfabetismo, as guerras, doenças, vírus, etc, etc. Até agora a conquista do
espaço está condenada a uma série de desilusões. Temos constatado que não é
possível habitar outros planetas devido as condições de absoluta intempérie que
reinam nestes. Vênus e Mercúrio, os dois planetas mais perto do Sol, estão
desqualificados por não passarem de duas bolas de fogo. Marte ainda está em
fase de pesquisa, mas é muito longe, e chegar lá, seria uma façanha que parece
não compensar devido aos altos custos. Júpiter, 317 vezes maior do que a terra
tem uma temperatura com duzentos graus abaixo de zero. Agora deixando de lado
os planetas, estão pousando satélites nos cometas, mas fora à alegria que
Europeus, Americanos e Chineses estão desfrutando por conseguirem pousá-las com
ajuda de tecnologia avançada, não me parece que também colheremos resultados
práticos disso. Daí a minha opinião de que deveríamos estar centrados nos
problemas que ainda não conseguimos elucidar aqui na terra. Realmente há um
outro mundo, mas está aqui. Porque não conseguimos exterminá-los, saber quem
são, muito menos eles próprios também saberem quem somos nós, travamos uma
batalha em que eles navegam pelo nosso sangue, pelas nossas feridas e
continuamos nos matando mutuamente, quando talvez a solução devesse passar pelo
aprendizado do diálogo. Se não aprendemos a conversar uns com os outros, falar
com micróbios, é um estágio que definitivamente está muito longe.
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