Por cinquenta anos, o jornalista e poeta escreveu o obituário
de uma geração da cidade em que vivia, emprestando-lhes as cores do seu cinzel.
No data do aniversário, foi trabalhar após a festa que lhe fizeram na noitinha,
contrariando os avisos que seu coração vinha lhe dando, e a preocupação da
família. Sua primeira atividade no expediente dessa noite, foi escrever no
livro dos mortos o seu necrológio, que seria publicado no seu jornal, no dia
seguinte.
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