sábado, 8 de agosto de 2015

À IMORTALIDADE

Por cinquenta anos, o jornalista e poeta escreveu o obituário de uma geração da cidade em que vivia, emprestando-lhes as cores do seu cinzel. No data do aniversário, foi trabalhar após a festa que lhe fizeram na noitinha, contrariando os avisos que seu coração vinha lhe dando, e a preocupação da família. Sua primeira atividade no expediente dessa noite, foi escrever no livro dos mortos o seu necrológio, que seria publicado no seu jornal, no dia seguinte.

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