sábado, 8 de agosto de 2015

A VIRTUDE DO INÚTIL

Naquele canto,
um baú embalsamado
sepultou histórias
que nem a poeira
jura que viu.
Seu dono, um poeta
que aprendeu o valor
do que não presta.
Sabe que se abrir,
não suportará a
cintilância das cores,
do objeto que abrigou
o abandono.

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