sábado, 8 de agosto de 2015

AMOU-OS ATÉ O EXTREMO

(uma reflexão às vésperas da Semana Santa)
Agonia, paixão, crucifixão, morte e ressurreição?
Profeta? pregou ser filho de Deus.
Ele é igualmente o filho do homem,
sem bravata, sem medo, nem vacilação.
Voluntária e livremente aceitou a Paixão e a Morte.
Com isso seu amor foi Extremo, ultrapassou o que
qualquer outro filho tenha feito.
Acreditou tão piamente na sua missão, que se
abandonou ao "pai", para na mais perfeita obediência,
cumprir o desígnio de salvar a humanidade.
Aos que acreditam ser ele filho de Deus,
e aos que acreditam que ele aos poucos
foi internalizando essa convicção, resta duas vivissecções:
a de que acreditando que ele viveu uma fantasia,
rompe-se a unidade do mistério da Encarnação,
aquela de que o verbo de Deus se fez homem.
Aos que acreditam na indissolúvel unidade
entre o "perfectus homo" e o "perfectus Deus",
a possibilidade da Encarnação, da redenção,
do gesto possível de morrer para lavar os pecados.
E ao leitor que acredita nessa ou naquela teoria,
o respeito para deixar livre quem acredita
diferentemente dele.

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