sábado, 8 de agosto de 2015

ANESTESIA OU HISTERIA?

Querer explicar os quase trezentos mil votos de Maluf, a ocupação na cadeira de deputado federal pelo cantor Sergio Reis, a condescendência dos que apoiam o atual governo mesmo ante todas as demonstrações de que sabem de todas as falcatruas do mensalão e da Petrobras, é o mesmo que aplaudir uma exposição que expõe boias de golfinho com panelas penduradas no teto, na bienal de São Paulo de 2011, batizada, "Em Nome dos Artistas", com a firme convicção de que estão diante de Arte. Só algo muito pior pode apagar a sensação de algo muito ruim. Desagradável a sensação de estarmos sendo passados para trás. Engraçado que muita gente paga para ter essas coisas em casa. Pior, há teorias elaboradas que visam fundamentar o valor disso. É um circulo vicioso, quem compra precisa do aval de quem abençoa. Afinal o público precisa aumentar. Não nos parece que também há uma cegueira histérica para explicar a reverência de pessoas que num primeiro momento designaríamos como sensatas, mas que anestesiadas tem sufocadas qualquer capacidade de reação para se desvencilharem do simulacro perpetrado pelo sistema que quer vender boias e panelas como arte, mas que também insistem que esses pseudos-modelos políticos populares dão vozes às necessidades mais interiores do povo como se fossem modelos pós-modernos da arte pop?

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