terça-feira, 11 de agosto de 2015

DIZER O QUÊ?

- Doutor Rola-Bosta, o senhor acha que tenho como me defender depois de todos esses escândalos?
- Depende Presidenta Barata. O que a senhora sabia à época que assumiu?
- O que todo mundo sabia.
- Isso é muito vago. A essa hora os macacos já estão com todos os papéis. Bobagem pensar que pode esconder algo.
- Mesmo com todo o dinheiro que tenho, o senhor não pode fazer nada?
- A essa altura, dinheiro vale menos que esse estrume em que a senhora está sentada dona barata...desculpe, Presidenta Barata. É um dinheiro que pode ser confiscado a qualquer momento, se é que já não foi.
- E um acordo de delação premiada?
- É só ver o que está acontecendo com quem está seguindo esse caminho. Tem uma fila de espera, e sinceramente, não me parece que isso vá livrar a cara de ninguém.
- Mas e toda a sua sapiência? Sempre conseguiu rolar tudo para debaixo do tapete!
- Viemos fazendo isso há muitos anos. Ninguém aguenta mais. A bicharada está disposta a quebrar tudo, como na queda da Bastilha. Querem ver cabeças rolando. Há de novo uma intoxicação por liberdade, uma revolta de não quererem pagar altos impostos que desconfiam vão para nossas contas pessoais. Parece que o entusiasmo voltou dona barata...desculpe, Presidenta Barata.
- Não vejo outra opção doutor Rola-Bosta, teremos que fugir.
- Pra onde Presidenta Barata? O mundo ficou pequeno, cabe todo dentro de um chip.
- Uma coisa eu digo, não vou sozinha para o cadafalso.
- Bem peculiar da nossa ideologia de dedo-duros. Mas não se preocupe dona barata, se a senhora for, todos iremos.

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