terça-feira, 11 de agosto de 2015

DO ALTO

(para Manoel de Barros)

Seu canto conjuga verbos inexistentes.
Pacifica arcaísmos,
neologismos...
Entende na soma do que escreve
desafio constante:
viver no alto do mastro.
Seu passo,
a um instante de quem sempre se arrisca.
Se errar,
não há rede para o descuido.
Ninguém com quem reclamar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário